RELACIONAMENTO COM OS FILHOS

Como amar os filhos nas diversas fases, se o relacionamento está sempre mudando?

Requer um esforço  continuo, pensando só no bem deles, no nível biológico, social e sobretudo no espiritual. Não pretender ou esperar recompensa. Lembre-se que os filhos não são nossos. Desapegar dos nossos planos, desejos, fixando-se no Criador, Deus, pois só com ele encontramos a estrada para o relacionamento. Então, nosso amor natural  é valorizado quando elevado ao plano sobrenatural, só assim somos capazes de acolher, compreender, aceitar o nosso filho tal como é.

Com o filho pequeno

É importante interessar-se pelo que se passa no seu íntimo; compreender que ele é um ser único e irrepetível. Sentir com ele o medo, a alegria, o encanto, os limites, a surpresa. Descobrir com ele a vida da natureza, apreciar a beleza, a harmonia. Jogar com ele, deixar-se conduzir pela fantasia.

Amar concretamente, dar os limites quando necessário, pois é um instrumento muito saudável na educação dos filhos; não “encucar-se” dos erros cometidos, pois os filhos esquecem rápido quando sentem o amor dos pais.

Na adolescência

Procurar entender o que o filho está passando (o que é difícil). É a época das descobertas da natureza, do próprio corpo, da sexualidade, da outras pessoas, do mundo… É a fase dos altos e baixos, alternância  de humores e confusão de sentimentos. Procura afirmar-se e para isto contesta, enfrenta. Isto é natural e importante. Saber também que os filhos precisam ter seus amigos, divertir-se, ter um ambiente saudável.

Para os pais é necessária maior paciência, procurar entender o que se passa, manter-se aberto ao diálogo (facilitar): ser firme sem se intransigente. A unidade entre o casal é muito importante, sobretudo se forem cristãos mantendo Jesus em meio. Com ele haverá pistas para enfrentar as situações.

Na educação não devem existir regras fixas. Cada caso é um caso; cada situação é única. Ouvir o Espirito Santo é a saída para resolver cada situação.

Filhos jovens e adultos

Deve se tomar mais forte a amizade. Os conselhos devem ser dados porém, com desapego. Nunca “fechar a porta” para os filhos, eles devem ter nos pais um ponto de referência em relação ao mundo.

Existem jovens abertos e expansivos, outros mais reservados ou introvertidos. Para se facilitar o diálogo é preciso espaço e tempo. Os pais não podem pretender o diálogo, apenas estar sempre disponíveis para os filhos.

Devemos deixar que os filhos jovens faça sua escolha de vida, porém isto não significa abandoná-los, mas acompanhá-los com o nosso amor, com discrição, mas intervir, aconselhar sempre que for necessário.

Para deixarmos livres nossos filhos nós precisamos, por primeiro, ser livres. Livres de nós mesmos, dos nossos condicionamentos, dos nossos preconceitos, do nosso passado, do anseio pelo futuro, do respeito humano, das nossas idéias e respostas pré-fabricadas.

Antes de fazer uma correção ou advertência aceitar sinceramente, não o mal ou o erro, mas o sofrimento que ele nos causa. Eis Jesus abandonado, a chave da unidade. Devemos ser fiéis a Ele.

Quando os filhos se casam eles constituem outra família. É muito importante tomar todo o cuidado para não interferir. Deixar que os filhos assumam e procurem a sua solução para seus problemas.

 

 

Deve-se sempre estar disponíveis, rezar pelos filhos, ajudá-los no que for possível, mas não fazer o bem que Deus não quer.

Com os netos lembrar-se que a graça para educar é dos pais e não dos avós.

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