MESMO EM CÓLERA NÃO PEQUEIS*

Como reação contra uma injustiça, a ira em si não é errada. Torna-se um problema apenas quando permitimos que nossa ira ultrapasse nossa habilidade de pensar claramente ou de permanecer perto de Jesus, continuando irado Jesus se afasta porque abandonamos o amai-vos uns aos outros como vos amei.

No episódio evangélico  Marta estava zangada, mas parece que ela também havia caído em desgraça. Sentia que era justo que a irmã Maria  deveria partilhar  com ela igualmente o trabalho de receber os convidados que tinham vindo ouvir Jesus.

É provável que tenha pedido discretamente a Maria varias vezes para ajudá-la, mas ignorando suas sugestões, havia permanecido aos pés de Jesus .

Finalmente depois, Marta não agüentou mais  e disse a Jesus, “Senhor, não vos preocupais que minha irmã tenha me deixado sozinha para servir a todos? Diga a ela para ajudar-me”. Imagine Marta tentando fazer com que Jesus se sentisse culpado e dizendo-lhe o que devia fazer!

É claro, existem ocasiões em que é justo ficar com raiva. Mas devemos cuidadosamente procurar a graça de Deus para que possamos julgar cada ocasião objetivamente e expressar nossa raiva apropriadamente.

Se Marta tivesse que repetir o gesto outra vez , ela poderia dizer, “Senhor, estou aborrecida em fazer todo o trabalho sozinha, enquanto Maria está sentada como um dos hospedes. Penso que ela deveria ajudar-me. O Senhor, o que pensa?” Então Jesus lhe poderia responder algo assim: “Marta venha  e sente-se aqui comigo. Não precisa se preocupar em ser a anfitriã. Somos todos aqui da família de Deus. Veja como todos estão felizes. Agora sente-se e relaxe. Todos nós ajudaremos a limpar tudo mais tarde”.

Não é uma coisa má expressar raiva – firme e gentilmente – quando nos defrontamos com algo ofensivo e errado, Mas devemos ser cuidadosos em não escorregar no tipo de autoconhecimento  que simplesmente assume que sabemos o que é melhor ou correto ou o verdadeiro.

Algumas vezes o que é importante para nós pode  não ser o que é mais vital para Deus. Marta apreendeu, que sua casa brilhando não é tão importante como a paz , o amor e a alegria.

 

* Ef. 4,26

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